O 2.º Congresso Nacional da Saúde e Ambiente (CNSA 2026) realiza-se nos dias 9 e 10 de abril de 2026, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, reunindo decisores, profissionais de saúde, academia e sociedade civil para discutir a relação cada vez mais estreita entre ambiente, doença e resiliência dos sistemas de saúde.
O programa científico do CNSA 2026 estrutura-se em sessões plenárias e paralelas nos dois auditórios, integrando 2 keynote speakers, 4 sessões plenárias e 16 sessões paralelas, num total de 20 conferências e mesas-redondas. O Congresso inclui ainda momentos de síntese e distinção do mérito científico, com apresentação do “Top 3 das comunicações” e a entrega do Prémio CPSA/Menarini de melhor comunicação, na sessão de encerramento.
Na véspera do congresso, a 8 de abril, decorrem workshops temáticos orientados para ferramentas e soluções aplicadas, incluindo: sustentabilidade ambiental na saúde e novas tecnologias, redução do impacto ambiental dos blocos operatórios, saúde urbana e estratégias para promover comportamentos amigos do ambiente e da saúde, bem como medicamentos e dispositivos médicos com foco na redução do impacto ambiental.
Para Luís Campos, presidente do CNSA 2026, “já não estamos a discutir ‘ambiente’ como um tema paralelo: estamos a discutir o que determina, de forma cada vez mais provada, as doenças mais graves e ameaçadoras do nosso tempo. O risco ambiental tornou-se risco clínico e risco sistémico.”
Entre os destaques do programa, o CNSA 2026 abre com a keynote de Sam Myers e com uma mesa-redonda dedicada à Planetary Diet, refletindo a crescente centralidade das escolhas alimentares na saúde humana e planetária.
O Congresso integra ainda sessões sobre inteligência artificial e adaptação do sistema de saúde às alterações climáticas, e a abordagem “low value care” associada ao impacto climático dos sistemas de saúde, com intervenção de Oliver Groene.
“Se o ambiente está a agravar riscos, o setor da saúde tem de ser parte da solução — reduzindo desperdício, repensando consumos e desenhando cuidados com menos emissões e mais valor”, sublinha Luís Campos. “Cada decisão que torne o sistema mais sustentável é também uma decisão de proteção da saúde — hoje e nas próximas décadas.”
O CNSA 2026 dedica blocos específicos a temas de elevada criticidade em saúde pública, incluindo: resíduos, “a doença do plástico” e a contribuição do setor da saúde, impacto ambiental do medicamento e a presença de compostos farmacêuticos no ambiente, bem como os desafios da economia circular na saúde.
O programa aborda também a preparação para crises complexas — catástrofes climáticas e a possibilidade de uma nova pandemia — e discute mecanismos de resposta articulada na União Europeia e em Portugal.
Complementarmente, são debatidos tópicos diretamente ligados ao risco emergente: doenças transmitidas por vetores em expansão, zoonoses candidatas à próxima pandemia e impactos dos incêndios na saúde.
“O alerta é simples: quanto mais degradarmos os ecossistemas, mais abrimos caminho a ameaças sanitárias que já não são hipotéticas — são cumulativas, mais frequentes e mais difíceis de conter”, conclui Luís Campos. “A prevenção, hoje, exige uma visão integrada: saúde, ambiente, alimentação, cidades, inovação e proteção civil na mesma mesa. É isso que o CNSA 2026 vem garantir.”
A participação no CNSA 2026 é gratuita, mediante inscrição prévia, convidando todos a integrar um debate essencial sobre saúde, ambiente e sustentabilidade. Inscreva-se já!

