ePO 1 – Análise da satisfação e perceção face ao consumo de algas disponibilizadas na oferta alimentar em restauração coletiva
Ana Sofia Santos¹, Ana Rita Henriques¹, Catarina Pirata¹, Inês Claro¹, Inês Rocha¹, Patrícia Olas¹, Raquel Costa¹
¹ GERTAL, SA
A introdução de algas marinhas na alimentação coletiva surge como estratégia inovadora para promover padrões alimentares mais sustentáveis, diversificados e ricos em nutrientes, alinhada com objetivos de saúde pública e sustentabilidade ambiental. OBJETIVOS: Avaliar a satisfação e perceção dos consumidores relativamente ao consumo de algas marinhas em unidades de restauração coletiva (URC), em ambientes escolares e empresariais, analisando aspetos nutricionais e de sustentabilidade associados. MÉTODOS: O estudo foi conduzido em 67 URC, abrangendo refeitórios escolares e um restaurante empresarial. A metodologia incluiu pesquisa bibliográfica e definição de requisitos, conceção, teste e validação de pratos com algas, implementação das refeições com algas nas URC, e aplicação de um questionário a 1446 consumidores, analisando dados sociodemográficos, satisfação e perceção, com tratamento estatístico descritivo e inferencial (SPSS v28.0). RESULTADOS: Os consumidores revelaram satisfação moderada com as refeições contendo algas, destacando-se avaliações positivas na temperatura, condições de higiene e serviço. DISCUSSÃO: A perceção sobre os benefícios nutricionais das algas foi positiva em mais de metade dos participantes, mas os aspetos relacionados com sustentabilidade apresentaram elevada percentagem de respostas neutras, sugerindo a criação de oportunidades para maior sensibilização. A frequência de consumo mostrou correlação positiva com a satisfação global (r=0,150; p<0,001) e a satisfação esteve fortemente associada à recomendação do consumo (r=0,502; p<0,001). CONCLUSÕES: A introdução de algas na alimentação coletiva foi globalmente bem recebida, com potencial para contribuir para hábitos alimentares mais sustentáveis e saudáveis. Contudo, evidenciou-se a importância de reforçar estratégias de educação alimentar, de forma a aumentar a aceitação e a valorização dos benefícios nutricionais e ambientais associados ao consumo de algas.
