CO 2 – Gestão de resíduos hospitalares em Angola e os seus impactos na saúde e no ambiente
Jandira Dos Santos1, Anunciação Gama2
1 LUKEDRO, LDA, 2 LUKEDRO, LDA
Introdução: Os resíduos hospitalares incluem todos os materiais contaminados, químicos e biológicos resultantes das atividades de assistência à saúde. Quando não são correctamente geridos, representam sérios riscos à saúde pública, aos profissionais de saúde e ao meio ambiente. Em Angola, o aumento dos serviços de saúde tem contribuído para o crescimento da produção desses resíduos, tornando a sua gestão um desafio prioritário.
Descrição: O presente trabalho descreve a gestão dos resíduos hospitalares em Angola, abordando as principais etapas do processo: segregação na fonte, acondicionamento, armazenamento temporário, transporte, tratamento e destino final. São analisadas as práticas adotadas nas unidades de saúde, bem como estratégias implementadas para melhorar o cumprimento das normas existentes e reduzir riscos sanitários e ambientais.
Resultados: Verificou-se que muitas unidades de saúde ainda apresentam dificuldades na gestão adequada dos resíduos hospitalares. Os principais problemas identificados incluem a segregação incorreta dos resíduos, a escassez de contentores apropriados, a insuficiência de equipamentos de proteção individual e a formação limitada dos profissionais. No entanto, algumas instituições demonstram avanços, com a implementação de planos internos de gestao e parcerias para o tratamento adequado dos resíduos.
Discussão: Os resultados indicam que as fragilidades observadas estão relacionadas à falta de recursos, de capacitação contínua e de fiscalização eficaz. A integração entre os setores da saúde e do ambiente é fundamental na adoção de práticas seguras e sustentáveis. A promoção de parcerias público-privadas pode ser uma estratégia eficaz para o tratamento dos resíduos hospitalares.
Conclusões: Conclui-se que a gestão dos resíduos hospitalares em Angola necessita de fortalecimento institucional, investimento em infraestrutura e formação contínua. A adoção de boas práticas é essencial para a proteção da saúde humana e do meio ambiente.

