ePO 103-Cct: contar, comparar, transformar – proposta de projecto de sustentabilidade ambiental num bloco de cirurgia cardiotorácica

10 Abril 16:35 – 16:50
Monitor 1
Tipo: E-Poster
Tema: Estratégias organizacionais de sustentabilidade ambiental

Inês Figueira1

 

1 Unidade Local de Saúde de São José, E.P.E.

Introdução:

O setor da saúde é responsável por cerca de 4–5% das emissões globais de gases com efeito de estufa, sendo o bloco operatório uma das áreas hospitalares com maior consumo de recursos e produção de resíduos. A incorporação de práticas sustentáveis em ambiente cirúrgico constitui actualmente um imperativo ético, ambiental e organizacional.

Objetivos:

Apresentar a proposta de um projeto estruturado de sustentabilidade ambiental aplicado a um bloco operatório de cirurgia cardiotorácica, com vista à redução do impacto ambiental, promoção do envolvimento das equipas e optimização da eficiência económica.

Metodologia:

O projeto estrutura-se em cinco eixos de intervenção:

  1. Eficiência energética, através da monitorização do consumo (kWh/procedimento), optimização da utilização de equipamentos e racionalização da climatização;
  2. Poupança de água, mediante avaliação do consumo (L/procedimento) e implementação de boas práticas na escovagem cirúrgica;
  3. Triagem e valorização de resíduos, com segregação selectiva de plástico, papel/cartão e TNT, monitorizando a taxa de reciclagem (%) e a redução de resíduos indiferenciados;
  4. Redução do desperdício de dispositivos médicos e fármacos, com análise de consumos, revisão de kits cirúrgicos e monitorização do desperdício (€/procedimento);
  5. Envolvimento das equipas, promovendo formação e iniciativas de sustentabilidade, avaliadas pelo número de ações realizadas e taxa de adesão dos profissionais.

Resultados Esperados:

Espera-se alcançar uma redução progressiva do consumo de recursos, aumento da taxa de reciclagem, diminuição dos custos operacionais e fortalecimento da cultura organizacional orientada para a sustentabilidade.

Conclusão:

A implementação de um modelo estruturado de sustentabilidade revela-se viável, mensurável e alinhado com as actuais políticas ambientais e de saúde pública, reforçando a ideia de que excelência clínica e responsabilidade ambiental são dimensões indissociáveis da prestação de cuidados de saúde.

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