ePO 112 – Qualidade da água de piscinas tipo 1 e proteção da saúde pública: avaliação da conformidade e risco microbiológico (2021–2025)

10 Abril 16:40 – 16:50
Monitor 1
Tipo: E-Poster
Tema: Evolução das Determinantes Ambientais da Saúde

Cristiana Raquel Palmeira Silva1, Jorge Miguel Araújo Monteiro1

 

1 USP da ULS Póvoa de Varzim/Vila do Conde

A vigilância sanitária da água de piscinas do tipo 1 é essencial para a prevenção de riscos para a saúde dos utilizadores. Este estudo analisou dados recolhidos entre 2021 e 2025, com o objetivo de avaliar a conformidade da água nos diferentes tanques, caracterizar as não conformidades e estudar a associação entre parâmetros físico-químicos e resultados microbiológicos. Foram considerados os resultados com classificação final “Própria” ou “Imprópria”. Em 2025, a conformidade foi de 92,6% (68 amostras; 63 conformes). Observou-se variação ao longo do período, com conformidade inferior em 2023 (77,8%; 28/36), recuperada nos anos seguintes. As não conformidades estiveram maioritariamente associadas a parâmetros microbiológicos, sobretudo relacionados com a deteção de Pseudomonas aeruginosa, Enterococos e Estafilococos coagulase positiva (respetivamente, 9/21; 42,9%, 2/21; 9,5% e 4/21; 19,0% das amostras “Impróprias”, podendo coexistir na mesma amostra). Foi ainda analisada a relação entre os parâmetros físico-químicos e a ocorrência de resultados microbiológicos positivos. As correlações foram fracas (|r|<0,15) e não estatisticamente significativas (p>0,05). Também não se observaram diferenças significativas nos valores médios destes parâmetros entre amostras com e sem resultados microbiológicos positivos. Estes resultados indicam que a presença de microrganismos não está diretamente associada a desvios isolados dos parâmetros físico-químicos, quer medidos no local quer determinados em laboratório. De uma forma geral, os resultados evidenciam boas práticas por parte das entidades gestoras das piscinas avaliadas e reforçam que, embora o controlo físico-químico seja essencial, não substitui o controlo e a vigilância microbiológica regular. Torna-se, assim, necessária uma abordagem integrada que inclua manutenção adequada dos sistemas e o reforço da colaboração entre estas entidades e as Unidades de Saúde Pública.

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