ePO 113 – Exposição a micotoxinas em Portugal: dados recentes e determinantes associadas

10 Abril 16:45 – 16:50
Monitor 1
Tipo: E-Poster
Tema: Evolução das Determinantes Ambientais da Saúde

Alvito, P1, Namorado, S2, Maris, E3, Chen, A4, Pero-Gascon, R5, De Boevre, M4, De Saeger, S4, Silva, MJ2

 

1 Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, Lisboa, Portugal & Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), Universidade de Aveiro, Aveiro, Portugal, 2 Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, Lisboa, Portugal & Comprehensive Health Research Center (CHRC), Universidade NOVA de Lisboa, Lisboa, Portugal, 3 Centre of Excellence in Mycotoxicology and Public Health, Faculty of Pharmaceutical Sciences, Universidade de Ghent, Bélgica & Laboratory of Molecular Bacteriology, Department of Microbiology and Immunology, Rega Institute, KU Leuven, Leuven, Bélgica, 4 Centre of Excellence in Mycotoxicology and Public Health, Faculty of Pharmaceutical Sciences, Universidade de Ghent, Bélgica, 5 Centre of Excellence in Mycotoxicology and Public Health, Faculty of Pharmaceutical Sciences, Universidade de Ghent, Bélgica & Department of Chemical Engineering and Analytical Chemistry, Institute for Research on Nutrition and Food Safety (INSA-UB), Universidade de Barcelona, Espanha

A biomonitorização humana (HBM) é uma ferramenta fundamental para a avaliação da exposição a contaminantes ambientais, como é o caso das micotoxinas, contaminantes químicos associados a efeitos adversos para a saúde, incluindo efeitos estrogénicos, imunotóxicos, nefrotóxicos, teratogénicos e cancerígenos, entre outros. Nesta apresentação serão analisados os resultados de um estudo recente de HBM que avaliou a exposição a múltiplas micotoxinas na população Portuguesa.

Durante o período compreendido entre 2019 e 2020, foram recolhidas 295 amostras de urinas de adultos da população Portuguesa, com idades entre os 28 e os 39 anos, no âmbito de um estudo transversal aninhado no Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF). Estas amostras foram analisadas utilizando um método LC-MS/MS otimizado e validado, capaz de detetar 40 micotoxinas e/ou os seus metabolitos na urina.

Os resultados obtidos revelaram um perfil de micotoxinas constituído, sobretudo, pela presença de deoxinivalenol (DON) e ácido tenuazónico (TeA), com taxas de deteção de 85% e 96%, respetivamente, e uma co-ocorrência variando entre duas e cinco micotoxinas na mesma amostra. A presença de DON já tinha sido avaliada no âmbito da Iniciativa Europeia em Biomonitorização Humana (HBM4EU) revelando uma exposição acima dos valores de referência propostos, pela primeira vez (23µg DON total/L urina), para 12,5% dos indivíduos da população Portuguesa (https://doi.org/10.3390/toxins14120826; https://doi.org/10.1016/j.foodres.2024.115281).

Relativamente aos determinantes sociodemográficos analisados até ao momento foram encontradas diferenças significativas para a ocorrência geográfica e para a altura de recolha de amostras. Estão ainda em curso estudos incluindo a avaliação dos hábitos alimentares e avaliação de risco.

No seu conjunto, estes resultados evidenciam a importância da vigilância contínua e da integração da HBM nas estratégias nacionais de segurança alimentar e de saúde pública.

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