ePO 116- Conexão com a natureza e saúde vascular em mulheres na pós-menopausa precoce e tardia

10 Abril 16:30 – 16:35
Monitor 1
Tipo: E-Poster
Tema: Saúde Urbana

Mônica Thaís Soares Macedo1, Catarina Abrantes2, Josiane Santos Brant Rocha3, Marcelo Perim Baldo4, Helena Moreira5
1 Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS), Centro de Pesquisa Cardiovascular (CPC/LAMICC), Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Montes Claros, MG, Brasil; Financiamento: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG; 09/2023 – APQ-04468-23) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES; Código de financiamento 001)., 2 Departamento de Ciências do Desporto, Exercício e Saúde, Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano (CIDESD), Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Vila Real, Portugal., 3 Departamento de Educação Física e do Desporto; Programa de Pós-Graduação em Cuidados Primários em Saúde (PPGCPS), Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Montes Claros, MG, Brasil., 4 Departamento de Fisiopatologia; Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde (PPGCS), Centro de Pesquisa Cardiovascular (CPC/LAMICC), Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), Montes Claros, MG, Brasil; Financiamento: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG 645-23); Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); Centro de Excelência em Pesquisa em Saúde (CEPS), instituído com financiamento da FAPEMIG., 5 Departamento de Ciências do Desporto, Exercício e Saúde, Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano (CIDESD), Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Vila Real, Portugal. Laboratório de Biomecânica, Composição Corporal e Saúde (LaB2Health), Centro de Investigação e Tecnologia em Ciências Agroambientais e Biológicas, Ino4Agro, Vila Real, Portugal. Projeto ReFOOD4North – Reconstrução dos Sistemas Alimentares para um Futuro Sustentável na Região Norte, operação n.º NORTE2030-FEDER-02654300, financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através de Incentivos à Investigação, desenvolvimento e inovação, no âmbito do Programa Regional do Norte 2021-2027 [NORTE2030]. Trabalho financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, no âmbito dos projetos UID/04045 – Centro de Investigação em Desporto, Saúde e Desenvolvimento Humano; UID/04033/2025: Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas e LA/P/0126/2020.

Introdução: A menopausa provoca alterações que podem influenciar a rigidez arterial, pressão e fatores psicossociais, incluindo a conexão com a natureza. Compreender o tempo desde seu início orienta estratégias preventivas em saúde e sustentabilidade. Este estudo comparou o índice de massa corporal (IMC), a atividade física (AF) e a conexão com a natureza entre mulheres na pós-menopausa precoce (PMP) e tardia (PMT). Métodos: Estudo transversal do projeto Meno(s)Pausa+Movimento (Penafiel, Portugal), realizado entre fevereiro e abril de 2022, com 105 mulheres (PMP=47; PMT=58; idade média 58,27±6,67 anos). Foram avaliados IMC, AF por acelerometria, conexão com a natureza (Nature Relatedness Scale) e parâmetros hemodinâmicos, incluindo pressão e rigidez arterial (VOPcf). As análises utilizaram testes t ou Mann–Whitney (p<0,05). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da UTAD (Doc108-CE-UTAD-2022). Resultados: A maioria das participantes apresentou menopausa natural (90,5%) e não utilizava terapia hormonal (79%). Na PMP, observou-se maior massa corporal, estatura, gasto calórico diário e PAD (p≤0,03), e menores PAS e VOPcf (p≤0,02), enquanto IMC e AF não diferiram entre os grupos. Mulheres na PMT apresentaram valores mais altos na dimensão NR-Perspectiva da conexão com a natureza (p=0,01). Discussão: O tempo desde a menopausa afetou parâmetros hemodinâmicos, energéticos e psicossociais, com maior VOPcf e PAS na PMT, refletindo comprometimento vascular do hipoestrogenismo prolongado, e maior gasto energético e PAD na PMP, sugerindo adaptações iniciais. Mulheres na PMT apresentaram maior estabilidade emocional e valorização do bem-estar, favorecendo percepção do impacto ambiental e da relação entre saúde e equilíbrio ecológico. Conclusão: PMP e PMT exibem perfis distintos nas dimensões vascular, energética e ambiental, indicando a necessidade de monitorização e estudos longitudinais sobre o tempo desde a menopausa e conexão com a natureza na saúde vascular e psicossocial.

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