ePO 16- Indicadores-chave de desempenho ambiental no setor da saúde – uma revisão sistemática
CARLA ALEXANDRA SANTOS LOURO1, Sara Isabel de Vasco Martinho2, Ângela Sofia Isidro Lavrador3, Débora Canavilhas Biscaia4
1 ULS MEDIO TEJO, EPE, 2 MSC Cruisers, 3 NA, 4 Synlab group
A sustentabilidade ambiental no setor da saúde tem assumido crescente relevância devido ao elevado consumo de recursos, produção de resíduos e emissões de gases com efeito de estufa associadas às atividades assistenciais. Neste contexto, os indicadores-chave de desempenho (Key Performance Indicators – KPI) ambientais constituem instrumentos essenciais para avaliar, monitorizar e melhorar o desempenho ambiental das organizações de saúde. O presente estudo tem como objetivo identificar os KPI ambientais mais recorrentes e cientificamente sustentados para a avaliação da sustentabilidade ambiental no setor da saúde. Foi realizada uma revisão sistemática da literatura, de natureza qualitativa e exploratória, seguindo as orientações do protocolo Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses 2020 (PRISMA 2020) e a estrutura PICO. A pesquisa foi conduzida nas bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, incluindo artigos publicados entre 2020 e 2025, em língua inglesa ou portuguesa, com acesso aberto e provenientes de países da União Europeia. Após o processo de identificação, triagem e avaliação da elegibilidade, foram incluídos 10 estudos na síntese final. Os resultados permitiram identificar oito KPI ambientais mais frequentemente referidos na literatura: consumo e eficiência energética, emissões de gases com efeito de estufa, consumo de água, gestão de resíduos, qualidade do ar interior, transporte e mobilidade, sensibilização e governança ambiental, e índices compostos e de circularidade. Apesar de amplamente reconhecidos como fundamentais para apoiar a tomada de decisão e a promoção de práticas sustentáveis, os estudos analisados evidenciam elevada heterogeneidade metodológica e ausência de padronização na definição e aplicação destes indicadores, dificultando a comparação entre organizações e sistemas de saúde.
