ePO 22 – Composição das partículas do ar que respiramos em Lisboa

9 Abril 11:05 – 11:10
Monitor 1
Tipo: E-Poster
Tema: Poluição atmosférica, química, sonora e luminosa

Manuel Matos1, Hugo Filipe Félix da Silva1, Nelson Alberto Frade da Silva1, Cristina Maria Oliveira2

 

1 ISEL-Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, 2 FCUL-Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Segundo uma estimativa da Agência Europeia do Ambiente, terão morrido em 2023 cerca de 182 mil pessoas devidas à poluição atmosférica por partículas. Em Portugal o número de mortes atribuídas a esta forma de poluição atmosférica foi cerca de 2 200. As partículas atmosféricas, classificadas como finas com diâmetro aerodinâmico até 2.5 µm (PM2.5) e como grossas com diâmetro aerodinâmico até 10 µm (PM10), são absorvidas através do sistema respiratório e absorvidos na corrente sanguínea. Os seus efeitos na saúde humana manifestam-se através de aumento de casos e doença cardíaca isquémica, ataque cardíaco, diabetes, cancro do pulmão, DPOC, asma e mesmo demência.

Os níveis de poluição por partículas em Lisboa nos últimos dez anos apresentaram uma tendência para a diminuição até 2019, mas desde esse ano os teores de PM10 e PM2.5 mantiveram-se estáveis (Figura 1). Em Lisboa vivem cerca de meio milhão de habitantes e entram diariamente na cidade mais de um milhão de pessoas. É a zona com a maior densidade de habitantes e trabalhadores do país.

Os efeitos globais das PM2.5 na saúde humana são conhecidos, mas os seus mecanismos de atuação estão ainda por clarificar, mas será certamente dependente da sua composição elementar, nomeadamente em termos de metais tóxicos.

Neste trabalho foram recolhidas partículas atmosféricas (PM10 e PM2.5), em dois locais de Lisboa (centro cidade e bairro residencial) e em dois períodos do ano, verão e inverno (janeiro/fevereiro e junho/julho).

A composição das partículas foi determinada por PIXE (Particle Induced X-ray Emission) para 23 elementos (figura 2). A massa das partículas depositadas nos pulmões foi estimada com base em modelos de deposição de partículas nos pulmões utilizados em estudos médicos de liberação de medicamentos. Através da estimativa da massa de partículas depositadas nos alvéolos, estimou-se a massa de cada elemento absorvido para a corrente sanguínea e consequentes efeitos nocivos para a saúde.

 

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