ePO 28 – Perceção, consumo e sustentabilidade da água da rede pública: evidência empírica da Região Oeste de Portugal

9 Abril 11:10 – 11:15
Monitor 1
Tipo: E-Poster
Tema: A IA como instrumento amigo do ambiente

Margarida da Silva Pereira1, Susana Mendes2

1 ESTM, Instituto Politécnico de Leiria, Peniche, Portugal; e-mail: 4230034@my.ipleiria.pt, 2 MARE / ARNET, ESTM, Instituto Politécnico de Leiria, Peniche, Portugal; e-mail: susana.mendes@ipleiria.pt

A água é um recurso essencial para a vida humana desempenhando um papel crucial na saúde, no desenvolvimento das sociedades e na sustentabilidade ambiental. Este estudo teve como objetivo caracterizar os consumidores de água da zona Oeste de Portugal continental, analisando hábitos de consumo, motivações para beber ou não água da rede pública de abastecimento, e o nível de preocupação com a escassez e sustentabilidade hídrica. O estudo realizado foi quantitativo, descritivo e correlacional, através da aplicação de um questionário online a 481 residentes da região Oeste. Os resultados indicam que 66,9% dos inquiridos consomem água da rede pública, mas apenas 12,4% o fazem de forma exclusiva. A água engarrafada é a principal alternativa, mesmo entre consumidores da rede pública. Os motivos mais frequentes para o consumo de água da rede pública são o preço mais acessível (48,1%) e o hábito (40,4%). Já a rejeição ou consumo não exclusivo deve-se sobretudo à perceção de características organoléticas desfavoráveis. Verificou-se que a perceção de qualidade e segurança da água da rede pública é significativamente mais elevada entre os seus consumidores. Fatores como a idade, concelho de residência e o rendimento influenciam o consumo de água da rede pública de abastecimento. Apesar de uma elevada consciência ambiental (85% adotam medidas de poupança), a preocupação com a escassez hídrica não se traduz diretamente num maior número de ações práticas, sugerindo que motivações económicas podem sobrepor-se a valores ecológicos. A maioria dos participantes (83%) reconhece a água da rede como mais sustentável do que a água engarrafada, perceção mais forte entre os seus consumidores. Conclui-se que a promoção do consumo de água da rede pública exige estratégias de comunicação claras sobre a sua qualidade e segurança, ações educativas que desconstruam mitos e iniciativas que reforcem a sua acessibilidade, fomentando escolhas mais conscientes, económicas e ambientalmente responsáveis.

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