ePO 3 – O uso da técnica de irradiação na prevenção da insalubridade alimentar
Patrícia Nunes Guimarães1
1 UEMA
Introdução: De acordo com o Decreto-Lei 986/1969, em seu artigo segundo, inciso VII, considera-se alimento irradiado, todo alimento que tenha sido intencionalmente submetido a ação de radiações ionizantes, com a finalidade de preservá-lo ou para outros fins lícitos. As radiações ionizantes que podem ser utilizadas nos alimentos são os raios X, os raios gama e o feixe de elétrons. O principal objetivo do uso de radiações ionizantes nos alimentos é inibir o processo de degradação dos alimentos. Nem todos os alimentos podem passar pelo processo de irradiação, pois alguns alimentos deterioram-se ao serem irradiados, como por exemplo, o caso do leite e seus derivados. Historicamente, já se utilizava a irradiação solar para a conservação de alimentos. Segundo Valente (2004), as técnicas de irradiação são definidas como radapertização, radurização e radicidação. A radapertização equivale à esterilização, a radicidação equivale à pasteurização e a radurização age na redução de microorganismos deteriorantes. Tais técnicas ainda não são amplamente aceitas pela sociedade por conta do temor em utilizar radiação ionizante.
Objetivos: Com o presente artigo pretende-se demonstrar a importância do uso da técnica de irradiação na prevenção da insalubridade alimentar, e sua utilidade no intuito de inibir a maturação de frutas e verduras, aumentando o tempo de conservação dos alimentos.
Metodologia: A metodologia utilizada na elaboração deste artigo foi a de pesquisas bibliográficas.
Conclusões: Existem mais de 250 doenças transmitidas por alimentos, também chamadas, DTA’s, dentre elas pode-se citar a cólera, diarreia dos viajantes, doença de Chagas, encefalopatia, espongiforme transmissível (doença da vaca louca), febre tifóide, hepatites A e B, leptospirose, poliomielite e outras. Com a técnica de irradiação de alimentos é possível prevenir essas enfermidades.
