ePO 58 – Envolvimento de públicos desinteressados em ações de sensibilização ambiental: metodologias, evidências e lições do projeto NoPlanetB.

9 Abril 16:39 – 16:45
Monitor 1
Tipo: E-Poster
Tema: Literacia do público

Manuela Fonseca1, Tânia Barbosa1, Daniel Rocha1

 

1 Fundação de Assistência Médica Internacional (AMI)

Trabalhar com públicos mais desinteressados e desconectados é essencial para assegurar a eficácia, o sucesso e a sustentabilidade das ações de sensibilização ambiental. Para tal, a adoção de metodologias adaptadas, participativas e baseadas na proximidade revela-se determinante. Por outro lado, o recurso à evidência científica, aliado a uma comunicação da ciência acessível e adequada aos públicos-alvo é fundamental para gerar confiança e promover mudanças eficazes. Neste trabalho, as Organizações da Sociedade Civil (OSC) assumem um papel central na implementação de modelos de ação eficazes e na transmissão de mensagens claras que incentivem práticas mais sustentáveis e na mobilização da comunidade.

Estas premissas constituem a base do projeto NOPLANETB – Estabelecer uma ponte entre a Ciência e a Sociedade para uma Estratégia de Transição Inclusiva, uma ação cofinanciada pela Comissão Europeia no âmbito do programa DEAR, implementada em Portugal e outros 7 países da União Europeia.

No âmbito das várias componentes do NOPLANETB, têm sido apoiadas OSC Portuguesas de pequena dimensão (de limitada capacidade financeira, administrativa ou operacional), através do seu financiamento e reforço de capacidades para o desenvolvimento de soluções baseadas na ciência e orientadas para os públicos mais desinteressados. Os resultados dos projetos implementados até à data permitiu consolidar evidência sobre a eficácia de abordagens integradas no envolvimento desses públicos. A combinação de metodologias participativas, ações no espaço público, ferramentas digitais e comunicação acessível da ciência revelou-se decisiva para aumentar a literacia ambiental e promover mudanças comportamentais. O envolvimento de jovens como agentes multiplicadores e a articulação entre ciência, cultura e território reforçaram o impacto e a replicabilidade, persistindo, contudo, desafios na avaliação sistemática de impacto, no reforço da base científica e na integração transversal da perspetiva de género.

 

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