ePO 70- Neoplasias e sua relação com a poluição atmosferica: um estudo sobre os impactos ambientais na saúde humana no nordeste brasileiro
Lucas Gabriel Rodrigues de Araújo1, Mariana Barros Aguiar Bezerra1, Andressa Luiza Lyra de Oliveira1, Beatriz de Azevedo Lyra1, Marcelo de Almeida Buriti1, Joamira Pereira de Araújo1
1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba- IFPB, Campus João Pessoa – PB, Brasil
INTRODUÇÃO
A Poluição Atmosférica (PA) tem sido reconhecida como um importante fator ambiental associado ao aumento da incidência de neoplasias, especialmente em regiões com elevado nível de vulnerabilidade socioambiental. No Nordeste brasileiro, a exposição contínua a poluentes como o Monóxido de Carbono (CO) e os Óxidos de Nitrogênio (NOx) representa um risco relevante à saúde pública. O objetivo deste estudo foi analisar a relação entre a emissão desses poluentes atmosféricos e o surgimento de neoplasias na região Nordeste.
MÉTODOS
Trata-se de um estudo descritivo, de caráter prospectivo, baseado na análise de dados secundários provenientes de bases institucionais e científicas, incluindo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) (2023–2025), a American Cancer Society (2020–2021), da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (2021–2022), além de manuais técnicos e relatórios ambientais.
RESULTADOS
Os resultados indicaram emissões anuais aproximadas de 1.046.984 toneladas de CO e 38.879 toneladas de NOx na região, correspondendo a 3,3% e 1,5% das missões nacionais desses PA, respectivamente. Embora esses percentuais sejam inferiores aos observados em outras regiões do país, a exposição crônica a tais poluentes está associada a processos inflamatórios e ao estresse oxidativo do sistema respiratório.
DISCUSSÃO
A falta de controle na emissão de gases poluentes, como o CO e os NOx, na atmosfera revela um cenário preocupante para a qualidade do ar e para a saúde pública, uma vez que a exposição contínua a esses poluentes favorece processos inflamatórios e o agravamento de doenças respiratórias, contribuindo para o aumento da incidência de neoplasias associadas ao sistema respiratório.
CONCLUSÃO
Conclui-se que a PA constitui um fator ambiental relevante no contexto da saúde pública nordestina, evidenciando a necessidade de políticas eficazes de monitoramento ambiental e de estratégias preventivas voltadas à redução dos riscos à saúde associados à poluição do ar.
