ePO 76 -Vírus Toscana: atuação local de um serviço de saúde pública de uma unidade local de saúde da região centro

10 Abril 11:00 – 11:10
Monitor 1
Tipo: E-Poster
Tema: Impacto Alterações Ambientais na Saúde Humana

Anabela Maria Laia Almeida1, Alexandra Vieira1, Cristina Alves1, Dinarte Nuno Viveiros1, Joana Mendes de Carvalho1, Sara Rebelo e Silva1, Tiago Adrego1

 

1 ULS Coimbra

Introdução

O vírus Toscana é um vírus emergente, transmitido por flebótomos, que pertence ao género Phlebovirus. Pode causar doença humana, apesar da maioria das infeções serem assintomáticas/ligeiras, semelhantes à “constipação comum”. Em casos raros, pode evoluir para doença neurológica como meningite ou meningoencefalite.

Este agente patogénico encontra-se distribuído por toda a bacia do Mediterrâneo, de acordo com as áreas de distribuição do seu vetor reconhecido, Phlebotomus perniciosus.

O primeiro caso diagnosticado em Portugal remonta a 1985.

Em 09/2025 foi reportada a presença deste vírus em flebótomo colhido em concelho da região centro.

Descrição da intervenção

A equipa do serviço de saúde pública deslocou-se ao local, realizou a colheita de amostra na armadilha e caracterizou o respetivo local.

Foram implementadas medidas de gestão ambiental (avaliação do local, eliminação dos criadouros), de proteção de animais domésticos e de proteção humana e vigilância de flebótomos (colocação quinzenal de armadilha e respetiva recolha de amostras).

Foi elaborado um documento informativo dirigido a profissionais de saúde dos serviços de prestação de cuidados primários e hospitalares, bem como um folheto informativo dirigido à população.

Resultados

Das capturas subsequentes não resultou nenhuma deteção de flebótomo.

Após a divulgação da informação para profissionais de saúde não houve reporte de casos de doença em humanos nesta região.

Discussão e conclusão

A intervenção atempada para debelar a disseminação dos vetores e doenças emergentes é fundamental para a deteção precoce através da vigilância epidemiológica.

A vigilância dos flebótomos é essencial para conhecer a distribuição geográfica dos flebovírus no nosso país.

A educação para a saúde é fundamental para capacitar a comunidade a uma resposta adequada, com o objetivo de proteger a saúde da população.

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