ePO 86 – Da exposição ambiental ao risco de cancro: biomarcadores epigenéticos como ferramenta de prevenção na ENLC 2030

10 Abril 11:25 – 11:30
Monitor 1
Tipo: E-Poster
Tema: Evolução das Determinantes Ambientais da Saúde

Vera L Gomes1

 

1 ULS Lezíria (OM), IPO FG Lisboa (CRF)

INTRODUÇÃO
O cancro é a 2ª causa de morte em Portugal. Cerca de 40% dos casos são evitáveis e a incidência pode aumentar 20% até 2040. A epigenética epidemiológica estuda alterações reversíveis da expressão génica induzidas pelo exposoma (ambiente/estilos de vida) e pode revolucionar a prevenção de precisão alinhada com: Estratégina Nacional de Luta Contra o Cancro ENLC 2030, Europe’s Beating Cancer Plan EBCP, European Health Data Space EHDS.
Analisa-se lacunas estruturais e propõe-se plano de ação faseado para integrar biomarcadores epigenéticos nas políticas públicas de saúde

MÉTODOS
Multianálise 2015-2025: 1) revisão de indicadores epidemiológicos RON/DGS/INE e benchmarking UE/OCDE; 2) análise ENLC 2030/EBCP/EHDS; 3) mapeamento da capacidade científica e infraestrutural nacional (IPO-Porto,i3S,ISAMB,rede BBMRI-PT); 4) avaliar boas práticas IARC/WHO; 5) análise SWOT

RESULTADOS
O uso de biomarcadores epigenéticos não invasivos (e.g. assinaturas de metilação) na saúde pública é ainda incipiente. A inexistência de biomonitorização sistemática do exposoma dificulta identificar e estratificar grupos de risco. A insuficiente interoperabilidade dados ambientais/RON limita análises “exposição–biomarcador–desfecho”. Sem metas/indicadores epigenéticos, a ENLC 2030 reduz a capacidade de avaliar o impacto biológico das políticas ambientais e otimizar a adesão a rastreios

DISCUSSÃO
Defende‑se governação interministerial e investimento estratégico para potenciar recursos nacionais e criar: rede nacional de biobancos ligada ao RON e a dados ambientais; projetos‑piloto de rastreio epigenético em grupos de risco, com salvaguardas éticas e RGPD; indicadores mínimos “exposição–assinatura epigenética–risco” de acordo com EHDS para monitorizar e mitigar iniquidades

 

CONCLUSÕES

 

Integrar marcadores epigenéticos na

 ENLC 2030

permitirá prevenção mais precisa, sustentável e equitativa. Avaliar o impacto biológico das exposições ambientais alteráveis e reforçar a justiça alinhada com

Saúde Planetária

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