ePO 90 – Estudo da perigosidade de químicos libertados de plásticos utilizando ensaios de genotoxicidade in vitro

10 Abril 11:15 – 11:20
Monitor 1
Tipo: E-Poster
Tema: A epidemia do plástico

Rodrigo Maurício1, Célia Ventura2, Ana Tavares2, Mafalda Pita3, Rita Sofia Vilela3, Henriqueta Louro2, Maria João Silva2

 

1 Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) Departamento de Genética Humana, Lisboa, Portugal e Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal, 2 Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) Departamento de Genética Humana, Lisboa, Portugal e Comprehensive Health Research Centre, NOVA Medical School, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal., 3 Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) Departamento de Genética Humana, Lisboa, Portugal

A presença de plásticos na maioria das atividades do nosso quotidiano, devido à sua versatilidade, durabilidade e baixos custos de produção, conduziu a uma elevada disseminação no ambiente. A sua composição inclui polímeros e uma vasta variedade de compostos químicos, adicionados ou não intencionalmente, responsáveis pelas suas características finais. Durante o processo da degradação física e química (envelhecimento) dos plásticos, a fragmentação em micro e nano plásticos (MNPs) é acompanhada pela libertação de substâncias (p.ex. plastificantes, aditivos) para o meio ambiente, que podem ter efeitos adversos na saúde humana e no ecossistema. Atualmente, a informação acerca do perigo que a maioria destes compostos e suas misturas pode representar para a saúde humana é escassa.

Este estudo, incluído no projeto PlasticLeach em curso na Parceria para Avaliação do Risco de Químicos (PARC), visa contribuir para a avaliação da genotoxicidade e mutagenicidade da mistura de substâncias libertadas de diferentes plásticos de uso frequente.

Os plásticos selecionados são submetidos a processos extrativos para obtenção de amostras (lixiviados) a analisar em ensaios in vitro, usando como modelo uma linha celular humana (células HepG2). A genotoxicidade será caracterizada através dos ensaios do cometa e do micronúcleo, que permitem quantificar os níveis de dano genético, respetivamente, ao nível do DNA e ao nível cromossómico. O potencial mutagénico será avaliado pelo ensaio de mutação no gene hprt em células de mamífero. Os resultados obtidos, em conjunto com a identificação das substâncias estudadas, contribuirão para a avaliação do seu perigo para a saúde humana. Permitirão, ainda, fundamentar o estabelecimento de medidas regulatórias, se necessário, e promover o desenvolvimento futuro de plásticos mais seguros para o ser humano e meio ambiente.

Projeto co-financiado pela PARC (European Union’s Horizon Europe research and innovation programme under Grant Agreement No 101057014)

 

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