ePO 92 – Projeto ambisaúde: uma revisão de intervenções para melhorar a sustentabilidade ambiental de instituições de saúde

10 Abril 15:55 – 16:15
Monitor 1
Tipo: E-Poster
Tema: Estratégias organizacionais de sustentabilidade ambiental

José Chen Xu1, Sílvia Lopes2, Bernardo Caixado2, Susana Viegas2

1 ISGlobal, Barcelona, 2 Escola Nacional de Saúde Pública, Universidade NOVA de Lisboa

Introdução: O setor da saúde contribui significativamente para as alterações climáticas, sendo responsável por cerca de 4,5% das emissões globais de gases com efeito de estufa. Apesar dos avanços nas políticas nacionais e internacionais, existe uma falta de evidência consolidada sobre medidas adotadas anível local. Esta scoping review teve como objetivo descrever as intervenções para aumento da sustentabilidade ambiental no setor da saúde. Métodos: Foram pesquisadas as bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science por publicações de janeiro de 2010 a julho de 2025, usando os termos “health care system”, “health system”, “health care”, “healthcare”, “health sector”, “environmental footprint”, “environmental sustainability”, “environmental impact”, “climate change”, “carbon footprint”, “carbon emission”, “greenhouse gas”, e “energy use”. Foram excluídos resumos de congressos, artigos de opinião, revisões ou estudos qualitativos. Resultados: Dos 15.833 registos recuperados, 8.659 foram triados por título/resumo e 349 para leitura integral do texto. Foram incluídos 130 estudos, localizados nos EUA (n=34, 26%), Reino Unido (n=19, 15%) e Canadá (n=12, 9%). As iniciativas foram implementadas em todo o hospital (n=29, 22%) ou a nível departamental [principalmente em cirurgia (n=21, 16%), urologia e anestesia (n=10, 8% cada)]. As principais intervenções foram a telemedicina (n=39, 30%), a melhoria da gestão de resíduos (n=19, 15%) e as práticas clínicas ambientalmente sustentáveis (n=18, 14%). Cerca de 97% reportou reduções nas emissões, no consumo ou nos custos. Discussão e conclusões: A maioria dos estudos incluídos reporta intervenções implementadas em países de rendimento elevado e em diversos contextos, evidenciando a capacidade para adiminuição do impacto ambiental do setor da saúde. A custo-eficácia das intervenções hospitalares para a sustentabilidade ambiental é ainda pouco reportada, especialmente em contextos de baixo rendimento.

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