ePO 93 – Uma abordagem holística à gestão de ativos físicos hospitalares para a sustentabilidade dos cuidados de saúde

10 Abril 16:00 – 16:20
Monitor 1
Tipo: E-Poster
Tema: Estratégias organizacionais de sustentabilidade ambiental

Luís Miguel Neves1, José Torres Farinha2, Hugo Raposo2

1 UBI e RCM2+, 2 RCM2+ e ISEC/IPC

O setor da saúde é bastante intensivo em recursos, com impactos significativos nas três vertentes da sustentabilidade: ambiental, financeira e social. Os hospitais dependem de infraestruturas e equipamentos para garantir a qualidade, segurança e continuidade dos cuidados de saúde. Neste contexto, a gestão de ativos físicos hospitalares assume um papel estratégico na promoção da sustentabilidade dos cuidados de saúde.

Este trabalho pretende mostrar a importância de uma visão holística na gestão de ativos físicos hospitalares, com uma abordagem integrada que considera todo o ciclo de vida dos ativos, desde o planeamento e aquisição até à operação, manutenção e fim de vida. Decisões centradas exclusivamente no custo inicial ou nas despesas de operação são insuficientes para responder aos desafios atuais do sistema de saúde.

A digitalização e a interoperabilidade das ferramentas de apoio à decisão e melhoria do desempenho dos ativos são vertentes analisadas na sua importância estratégica na gestão de ativos físicos hospitalares. São analisadas diversas variáveis que influenciam a sustentabilidade, nomeadamente a incorporação de novas tecnologias, o controlo da infeção cruzada, o risco, a manutenção, o future-proofing, a eficiência energética, bem como a obsolescência tecnológica. A inteligência artificial generativa funcionará como uma ferramenta que permitirá uma personalização pró-ativa desta análise multivariada.

Os resultados indicam que uma gestão de ativos hospitalares baseada numa visão holística pode contribuir para a otimização da pegada ambiental, para a sustentabilidade financeira, através da otimização do custo total de posse, e para a sustentabilidade social, ao reforçar a segurança do doente, as condições de trabalho dos profissionais e a confiança nos serviços prestados.
Conclui-se que a gestão holística de ativos físicos hospitalares constitui uma alavanca fundamental para sistemas de saúde mais sustentáveis, resilientes e preparados para desafios futuros.

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