ePO 99 – Questionários plastificados: uma estratégia sustentável para a redução do consumo de papel na prática clínica
Maria Lages1, Joana Coelho1, Graça Rainha1, Ana Rita Santos1, Claúdia Cabrita1, Natacha Santos1, Filipa Ribeiro1, Maria João Paes1, Maria Antónia São Braz1
1 Unidade Local de Saúde do Algarve
Introdução: Os questionários utilizados na prática clínica desempenham um papel central na avaliação do controlo da doença, da resposta terapêutica e do impacto na qualidade de vida em várias patologias seguidas em Imunoalergologia. Apesar do desenvolvimento de soluções digitais, a sua utilização permanece limitada, sobretudo devido à adesão variável dos doentes e à falta de integração com os sistemas clínicos eletrónicos, mantendo-se o formato em papel como prática frequente e associado a elevado consumo de recursos.
Descrição: Este trabalho descreve a implementação de uma estratégia de reutilização de questionários plastificados (QP) na consulta de Imunoalergologia, com o objetivo de avaliar a sua viabilidade e impacto no consumo de papel. Foram identificados os questionários utilizados rotineiramente nas diferentes áreas da especialidade e posteriormente plastificados. Os QP são preenchidos com caneta de acetato durante a consulta, sendo registadas no processo clínico eletrónico as pontuações totais e subtotais. Após cada utilização, o conteúdo é apagado, permitindo a reutilização dos questionários.
Resultados: A estratégia revelou elevada aceitabilidade por parte dos doentes, ausência de dificuldades relevantes no preenchimento e boa integração no fluxo habitual da consulta, independentemente da patologia avaliada. Foi possível manter a recolha sistemática de dados clínicos relevantes, com redução significativa do consumo de papel.
Discussão: A reutilização de QP permite uma avaliação centrada no doente, com diminuição do impacto ambiental decorrente do uso de material descartável na prática clínica.
Conclusões: Trata-se de uma solução simples, de baixo custo e facilmente implementável, com potencial de aplicação transversal a outras áreas da prática clínica, contribuindo para a sustentabilidade dos cuidados de saúde sem comprometer a qualidade ou fiabilidade da informação recolhida.
